Quando posiciono meu corpo diante a platéia
O sangue flui da minha alma andrógina
Um sabor de sonhos desarmados
Mistura-se com a calma dos movimentos
Na delicadeza do dedilhar das notas
Minha pupila delata
Meu coração bombeia excitação
O suor que desenha meus contornos
Vaporiza junto com a insegurança
Minha mentira interior passa a não me pertencer
O véu que recobre o meu passado mais intimo
Se despede nos olhos famintos em busca de luz
Esse é o momento que me sinto nu
Despido de toda estupidez que me trouxe a vida

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